domingo, 23 de dezembro de 2012

Natal


   Lucas 1:31 " E eis que em teu ventre conceberás, e darás a luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus."

      Lucas 1:77 " para dar ao seu povo conhecimento da salvação na remissão dos seus pecados."


     Natal. Sinônimo de esperança, paz, alegria, luz e fé.
    
 Esperança de que a humanidade se converta ao amor.

 Paz para podermos assimilar nossos aprendizados.

 Alegria pela certeza de que somos verdadeiramente amados.

 Luz que nos aparta das trevas e fé que nos alimenta nessa jornada de conhecimento.

 Que 2013 seja um Novo Ano, um ano de esperança, paz, alegria, luz e fé. 


São meus votos para você e todos os seus. Boas Festas.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Em um dos passeios que fizemos a noite em Poços de Caldas, assistimos a apresentação de uma cantora chamada Valgra Maria. Sua voz era muito bonita e fiquei impressionada com a interpretação que fez da música "Melodia Sentimental" de Heitor Villa Lobos e letra de Dora Vasconcelos. Confesso que foi a primeira vez que ouvi essa música e achei maravilhosa.
Segue um vídeo de Monica Salmaso interpretando esta linda canção.



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Lição de vida

    As vezes ouvimos algumas palavras que soam fortes em nossos ouvidos. Pensamos que sabemos o significado delas e quando, na nossa ignorância, vamos procurar saber vemos que não são tão horríveis quanto nos pareceu. As vezes injustas, e as vezes é o que precisamos ouvir para pararmos e refletirmos em nossas vidas.


  Estava eu, pela quarta vez, no pré operatório do Hospital das Clínicas de São Paulo, quando depois de ver todos os pacientes serem encaminhados para o centro cirúrgico, percebi que ninguém vinha me buscar. O tempo foi passando e nada. O nervoso foi aumentando até o ponto de não aguentar tamanho descaso. Me pus a reclamar, quando lá de dentro saiu um rapaz baixinho e muito arrogante, e perguntou: - O que está acontecendo?  Comecei a despejar todo meu nervoso e indignação. Quando terminei ele me disse: - Se você não está contente, fale com seu médico, ele lhe dará alta e você vai para um hospital particular.


  Voltei para o quarto, e no meu leito remoí todos os sentimentos ruins que me arremeteram aquelas palavras.
  Horas mais tarde, apareceu meu médico.
  Perguntou-me oque havia acontecido e eu, já mais calma, relatei-lhe os fatos. Depois de ouvir-me atentamente, disse-me algumas coisas e dentre elas, que eu deveria ter mais humildade.


  Fiquei com meus pensamentos depois que ele se foi. Na verdade, sempre tinha ouvido esta palavra "humildade" mas percebi que não sabia o exato significado dela.
  Aos finais de semana, podia ir para casa, pois meu estado permitia isso. A primeira coisa que fiz quando cheguei lá foi procurar no dicionário a palavra que estava me perturbando. 
  Foi então que senti como se tivesse levado um tapa na cara.


  Humildade s.f. Virtude pela qual reconhecemos nossas limitações.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

21 anos de casados

Mais um
Ano juntos.
Recordar,
Cada instante.
Emoções, alegrias e tristezas,
Lutas, vitórias e conquistas,
Onde sempre prevaleceu o...

Amor.
Neste dia
Tão especial
Os
Nossos corações
Irão
Outra vez

Partilhar a
Alegria de estarmos
Lado a lado
Ouvindo nosso interior. Hoje...
Mais maduros, podemos ver a
Beleza de se ter alguém tão especial.
Obrigada. Te amo.


sábado, 16 de junho de 2012

Uma parte da minha vida

   Sou a caçula de quatro homens e com a doença de minha mãe, a família desestruturou bastante. Cada um sentiu de um jeito e eu pela pouca idade senti muito.
    Mamãe manifestou a doença quando eu tinha mais ou menos doze anos e morávamos em São Paulo. Nessa idade não tinha muita noção do que estava acontecendo e nem me lembro bem dos fatos.
    Meu pai, filho único, também não teve muita estrutura emocional para resolver algumas questões básicas e a vida foi seguindo. Somente quando mudamos para Santos em 1978 é que mamãe foi diagnosticada com o Mal de Alzheimer. Naquela época não se falava tanto e nem tratamento tinha direito.


    Com dezesseis anos senti todo o peso e o desamparo que me foi colocado nas mãos pelo fato de ser mulher. Lutei e relutei para não sair de Santos e ir morar em um sítio e cuidar de todos (pai, mãe e avó). No final de 1981 início de 1982, fui morar em uma república com algumas meninas. Não teve outro jeito e mamãe foi morar conosco em meados de 82. Papai nos mantinha financeiramente, e só.


    Cuidei dela durante quase um ano e dois meses e antes dela falecer, tive um esgotamento nervoso.
    Fui cuidada pela mãe de uma das meninas da república, e por um médico que através de remédios me deixou dormindo por uma semana (sonoterapia).


    Fiz 21 anos no dia 25 de agosto e no dia 27, mamãe faleceu.
    Acordei naquele dia chorando e assim fiquei o dia todo sem saber porque. Meu irmão veio me visitar e me encontrou daquele jeito e com muita cautela me convenceu  a arrumar uma malinha e ir ficar uns dias com papai em Pinhal, onde ele morava desde 1981, quando se aposentou. Disse que mamãe não estava bem e que precisávamos ir para São Paulo, onde ela estava hospitalizada. Na rodoviária minha cunhada me deu um calmante e contaram que ela já havia partido, daí para frente lembro-me de poucas coisas.


    No dia seguinte, depois do enterro vim para Pinhal com papai e me fechei no luto. Não tinha forças pra reagir. Assim o tempo foi passando e aos poucos tive que retomar minha vida, meus estudos (havia parado para cuidar dela) e meus exercícios físicos. Até que fui surpreendida pelos primeiros sintomas de Miastenia Gravis. Levou muito tempo para descobrirem oque eu tinha. Passei por nove médicos e só ia piorando até que a médica que diagnosticou a doença de minha mãe me encaminhou para o médico certo e depois de alguns exames, a Miastenia foi confirmada. Comecei com os medicamentos que me ajudaram muito.
    
     Já havia concluído o segundo grau como técnica em agropecuária e a Miastenia estava estabilizada quando no começo de 1988, conheci meu marido. Desde o começo, contei para ele sobre meu problema e assim mesmo começamos a namorar, foram dois anos e meio de muitas alegrias, tristezas e compartilhamentos, sempre juntos.


    A Miastenia ficou estabilizada até 1990, quando tive uma piora e nem com quantidades maiores de remédios não melhorava. Passei por uma consulta com o Prof. Dr. José Lamartine de Assis e com sua indicação, fui encaminhada ao Hospital das Clínicas. Depois de conseguir a internação, fiquei três meses esperando a vez de me submeter a uma Timectomia (retirada do timo).
   Em março de 1991 fui operada. Quase morri, mas como vaso ruim não quebra fácil, aqui estou.
  A doença e oque vi Hospital das Clínicas me fez uma pessoa melhor.


  No sofrimento crescemos e aprendemos a dar valor em coisas que antes passavam desapercebidas. Hoje depois de 21 anos estou bem, ainda tomo remédios mas tenho uma vida normal. Me casei em junho do mesmo ano, logo que voltei de São Paulo. Tive dois filhos, que só me deram e dão até hoje muita alegria. 
   Papai faleceu depois que eu já tinha as crianças, foi outro baque, e os filhos que me fizeram reagir.
   Sou muito feliz, me sinto muito amada e agradecida por tudo.

















terça-feira, 5 de junho de 2012

O gato Belo

     Papai era filho único e nasceu no interior, mais precisamente em um sítio que era dos seus avós maternos - sítio que até hoje está com a família-.
   Nasceu de parto normal em casa e contava que seu cordão umbilical não cicatrizava, talvez por ter sido cortado de forma errada. Ele dizia que minha avó estava ficando desesperada, pois já havia feito de tudo e nada adiantava. O medo era de perdê-lo, até que minha bisavó reuniu umas ervas, colocou em um recipiente e levou ao fogo. Aquela mistura torrou e ela triturou até formar um pó, e com aquilo curou-lhe o umbigo durante sete dias.
   Papai cresceu forte, mamou até quatro anos de idade.
   Foi uma criança cercada de carinhos e cuidados, pois alem dos pais, haviam os avós e tios que se faziam presentes em todos os momentos.
   Contava sempre muitas histórias de sua infância e uma dela eu gosto muito: a do gato que ele cuidou desde pequeno e deu-lhe o nome de Belo.
   Era um gato rajado, parecido com um tigrinho, e de tantos cuidados se tornou um gato bem grande e muito inteligente. Papai contava que todo dia, quando ia para escola, Belo ficava a sua espera na janela de casa e quando o avistava, vinha de encontro miando de satisfação e só assim ia comer. Só se alimentava quando papai tratava dele. Onde ele estava, Belo estava junto. Só faltava falar.
    Os anos se passaram e papai foi trabalhar em outra cidade. Ficava a semana toda fora e Belo sentiu muito, quase não se alimentava e não saia da janela, só esperando o momento da chegada. Quando isso acontecia, Belo se animava e era visível a transformação. Um dia porem, Belo se aproximou de papai, já estava velho e parecia doente, miou como se quisesse dizer algo e foi embora.
    Nunca mais apareceu, papai chamou, procurou e nada. Belo havia partido para nunca mais voltar. Dizem que os gatos somem quando sentem que vão morrer.



quarta-feira, 23 de maio de 2012

Curiosidades de Pablo Picasso

    Depois que mamãe faleceu, guardei alguns objetos pessoais dela e fazendo algumas arrumações encontrei sua coleção dos Gênios da Pintura de 1967, época que ela pintava telas a óleo. Fiquei encantada com os fascículos que contam a história de cada pintor, suas obras e curiosidades.
    Engraçado que só agora pude dar valor a esta relíquia que está comigo e resolvi dar uma olhada mais atenta. Achei a história de Picasso extraordinária e resolvi colocar aqui algumas curiosidades.


    O sobrenome Picasso era da mãe. Seu pai chamava-se José Ruiz Blasco. Nasceu em 25 de outubro de 1881 em Málaga, Espanha, passou a ser Pablo, em homenagem a seu tio, cônego da catedral da cidade; e Diego, como seu avô paterno; e José, como seu pai, nono filho de Diego; e Francisco de Paula, como seu avô materno; e Juan Nepomuceno, como seu padrinho; e ainda Maria de los Remedios, e Cipriano de la Santíssima Trinidad. Ficou assim: Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno Maria de los Remedios Cipriano de la Santíssima Trinidad Ruiz y Picasso.
    Seu pai era professor de História da Arte numa escola provincial. Tinha três paixões: pombos, touros e pintura. A quarta nasceu com Pablo.
    Sua mãe, Maria Picasso Lopez - Robusta, vivaz, meridional - trouxe para casa um dote ponderável de várias vinhas, e ainda duas irmãs, Elodia e Heliodora, e a sua mãe Dona Ines Picasso.  
    Os primeiros dissabores apareceram no momento do parto. O nenê ficou inerte, não gritou, nem parecia respirar. O tio paterno, Salvador Ruiz Blasco, esperava fora a notícia do nascimento. Convencionalmente inquieto, fumava um grosso charuto. Quando soube do estado da criança, penetrou na sala de partos e soprou com força a fumaça no rosto do pequeno. Um grito fez-se ouvir, misturou-se com choro, e a vida venceu.
     A segunda dificuldade veio com a escola. Pablo não sabia ler, e não conseguia aprender. Não sabia escrever. Contas - nem se fala! Os exames constituíam uma barreira intransponível. Até que um professor transformasse os algarismos em desenhos. "Você vê", dizia-lhe a mãe, "que nada é tão difícil." "É só começar", incentivava o pai, "o resto virá depois."
    O resto veio mais depressa do que se esperava. A pedido de suas irmãs - Lola, nascida em 1884, e Conchita, nascida em 1887 - desenhava bonecas, pombas, cavalinhos, sóis, árvores, touradas as quais assistia com o pai. 
    Sua primeira obra, preservada, era um óleo sobre madeira, pintada aos oito anos, chamada O Toureiro. Picasso conservou esse trabalho por toda a sua vida, levando-o consigo sempre que mudava de casa.
    Sua história é bem interessante. Passa por muitas fases, cinco casamentos e obras marcantes. "Guernica" é uma delas juntamente com "Les Demoiselles d'Avignon".



     Uma curiosidade sobre a obra "Guernica": Durante uma revista de seu apartamento  parisiense, um oficial nazista observou uma fotografia do mural "Guernica" na parede e, apontando para a imagem, perguntou: Foi você quem fez isso? Picasso respondeu, após um segundo de reflexão: Não,vocês o fizeram.
      Foi o primeiro artista vivo a receber a honra especial de comemorar seus 90 anos de idade com uma exposição na grande galeria do Museu do Louvre.
      Pablo Picasso morreu a 08 de abril de 1973 em Mougins, França com 91 anos de idade. Encontra-se sepultado no Castelo de Vauvenargues, sul da França.

domingo, 20 de maio de 2012

História de vida

     Depois de deixar meu marido no trabalho, como faço quase todos os dias, voltava para casa com o pensamento distante e ao parar em uma esquina um carro me chamou atenção.
    Um Audi A4, muito bonito, marrom perolizado, tipo sedan luxo, deslizava pela rua com seus vidros fechados e por não serem escuros, pude ver quem estava dentro.
    Era um amigo de infância e lembrei de quando brincávamos juntos na rua, como fazem as crianças no interior. O tempo passou e cada um seguiu seu destino com oportunidades e escolhas diferentes.
    Vê-lo naquele carro, não foi surpresa para mim, pois já sabia que ele estava muito bem colocado em sua vida profissional.
    Segui meu trajeto e como o trânsito estava lento pude ver quando ele estacionou seu carro. Muito elegante e bem trajado, desceu para abrir a porta do passageiro, onde se encontrava sua mãe, deu-lhe a mão para ajudá-la a descer e de braços dados caminharam.
    Observei tudo isso pelo espelho retrovisor do carro e fiquei pensando naquele gesto tão simples e tão marcante.
    A gentileza tem essas características, simples de se fazer e marcantes porque fazem toda a diferença.
   A atenção, o carinho, a paciência e o amor filial ficaram registrados para mim naquele momento. Uma cena muito linda de um homem maduro que não abandonou suas origens, e sua mãe que caminhava orgulhosa ao seu lado, com toda experiencia de uma vida.
   Continuei dirigindo e pensando como hoje em dia estamos tão apressados que as vezes deixamos essas coisas importantes de lado, achando que não faz diferença sermos gentis, que as pessoas não se importam.
   Passei boa parte do dia com aquela cena na cabeça. Mãe e filho, filho e mãe, tantas histórias, tantos sentimentos, tanto amor e dedicação.
   É raro vermos cenas assim, afinal quando envelhecemos nos tornamos peças descartáveis, levando uma história de vida que muitas vezes poderia ser usada com exemplo.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Coisas da vida

     Mais um dia começa, um dia como outro qualquer e em nossa cama, quando acordamos, não sabemos o que este dia nos reserva.
    Para alguns, um dia normal, para outros muita alegria e para outros, muita tristeza.
    Pela manhã, o dia parecia ser normal até que a notícia de um falecimento chegou e tudo ficou estranho.
    Os sentimentos e emoções ficam confusos e pensamos na dor dos que ficam. Lembramos de nossas próprias dores e buscamos nos confortar com aquilo que já sabemos e por muitas vezes esquecemos. Sabemos que somos mortais e que a qualquer momento podemos partir.
    Refletimos então em nossas vidas, no quanto poderíamos viver mais intensamente um abraço, um beijo, um eu te amo.
    Incrível como a morte repentina nos faz pensar nessas coisas e como tudo vai passando rápido. Nossa cabeça as vezes não tem tempo de registrar e o nosso coração, de fixar.
    Vem o vazio de outrora e o pensamento começa a vagar.
    No mesmo dia dividimos também a alegria da chegada de uma vida.
    Chegada da esperança, da concretização de um sonho, da continuação da família e das bençãos do amor.
    Uma família chora o fim e a outra festeja o início.
    Assim é a vida, cheia de altos e baixos, alegrias e tristezas e muitas surpresas.

domingo, 6 de maio de 2012

Amália Bainha

    Na publicação "Os brincos da vovó" citei minha bisavó que foi considerada heroína em sua época.
    A história do naufrágio sempre foi contada por minha mãe, que tinha tudo registrado em um caderno, lá haviam recortes de jornais e todo material colhido na época. Mamãe fez questão de copiar tudo, pois tinha uma letra linda.
    Aqui seguem as primeiras páginas das cópias manuscritas por ela.











    Continua nas próximas publicações...

terça-feira, 1 de maio de 2012

A primada

      Bragança Paulista - 28 de abril de 2012 - . Esta foi a data e local escolhidos para a oitava primada (reunião de todos os primos maternos). Para nossa família, a primeira.
      Depois de muitos anos sem contato, através da internet há mais ou menos um mês atrás, nos reencontramos e daí começou a movimentação para que tudo fosse perfeito neste dia já mencionado.
      Será muito difícil expressar tantas emoções que, logo na chegada me tiraram o ar.
      A alegria de rever pessoas tão queridas não foi maior do que a das pessoas que lá se encontravam para nos receber.
      Cada sorriso, cada expressão nos gestos e olhares, cada abraço apertado ficará eternizado em meu coração.
      Palavras são poucas e talvez nem existam para denominar tal sentimento que me tocou logo que chegamos, quando vi nossa linda e doce prima Ana Paula a nossa espera no portão, depois o Lauro nos filmando e fotografando sem querer perder nem um detalhe e assim todos vieram de braços, sorrisos e corações abertos. A cada abraço sentia meu corpo flutuar em verdadeiro estado de graça, e assim fiquei todo o encontro.
      Abraçar a querida Cecília era tudo que estava faltando, pois já havíamos conversado bastante durante a espera do grande dia. Pela internet rimos, choramos e nos aproximamos muito também. E a prima Lúcia, que amor, que encanto e que sorriso. Aliás, sorriso lindo tem o primo Dalmo, ele sorri com a boca, os olhos e a alma. E o primo Flávio, meu Deus, o primo Flávio é tudo de bom. Nos transmite paz, equilíbrio, segurança e serenidade. O primo Netinho sempre brincalhão e atento para não perder a piada.
       Minha vontade é falar de cada um, mas por enquanto vou me reservar só aos primos da primeira geração.
       A primada representa a extensão da família, a referência de toda nossa origem, a continuidade e o amor fraternal.
      Abaixo algumas fotos que eternizaram este momento.


                                     



   
                                                                                         
     






                                             
                                           
   Registrando a chegada dos primos


    Os primos da 1º geração
    A foto oficial do 8º encontro











                                                                             
                                                                                        A 2º geração
                                                                                       


                                                                                   












                                                                                           A 3º geração

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Uma breve despedida

         O sol começa a nascer, anunciando mais um dia. Um dia que para muitos foi especial, menos para mim. A noite seria longa, silenciosa e quase não me lembro quais os pensamentos que me vinham a cabeça, somente o vazio, um grande vazio. Era como se meu corpo flutuasse, como se tudo fosse um sonho, como se meu corpo estivesse entorpecido pela dor e pelo vazio.
        As vezes um carro passava na rua e do outro lado, olhando de uma janela do sétimo andar de um prédio residencial, onde morava uma amiga de infância, estava eu observando a movimentação de pessoas que eu conheci muito bem mas meu estado de torpor não me deixava compartilhar de suas presenças. A dor e o vazio não me deixavam. Foi assim até o sol despontar seus raios no céu, que com a luz do dia dava para ver que não haviam nuvens. Seu azul era maravilhoso mas a dor e o vazio tiravam tudo de mim.
       As horas foram passando e dentro de um carro seguimos viagem rumo a Serra Negra-SP- onde ficaria depositado parte de mim. O céu continuava limpo, mas o ar estava parado, tudo parecia parado, só uma brisa as vezes tocava meu rosto molhado de lágrimas, o silêncio só era quebrado pelo vai e vem de pessoas que eu não conhecia, mas que conhecia a parte de mim que ali estava.
       A hora estava próxima e como não se tem jeito de parar o relógio, chegou o momento do adeus, a tampa de madeira se fechou e com passos lentos de quem não quer ir ao fim do caminho, caminhamos. Caminhei com minha dor doendo mais forte e meu vazio cada vez maior até que os passos silenciaram e todos parados só olhando um único homem com sua colher de pedreiro colocando tijolo por tijolo subindo uma pequena parede e me separando fisicamente de alguém que é tão importante até hoje para mim. O silêncio só era quebrado pelo barulho da colher no tijolo. A cada batida, a dor.
         Até que tudo terminou. Passos foram se ouvindo e lá estava eu parada entorpecida com a minha dor e meu vazio, tão perdida e me sentindo tão só que minha vontade era de estar ali com ela, minha mãe querida. Era 27/08/1983. Já se passaram 28 anos e muita coisa aconteceu, mas a saudade até hoje as vezes faz doer o coração, mesmo tendo conhecido a alegria de ser mãe 11 anos depois.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Passado, presente e futuro

          É incrível como as vezes acontecem coisas na nossa vida que nos fazem parar e reformular todos os nossos conceitos. É como um quebra cabeça onde as peças vão se encaixando e tudo começa a fazer sentido.
         Estou prestes a conhecer e reencontrar primos que a muitos anos não vejo.
         Os primeiros contatos tem sido incríveis, mas acredito que o melhor ainda está por vir. São primos mais velhos, que sabem mais histórias da família e que também tem suas próprias histórias.
         O dia do encontro está chegando e deixando mais vivo dentro de mim os laços do passado.
         A mente volta no tempo e penso nos bisavós, são oito que temos e cada um uma característica física, intelectual e emocional. Será que herdamos tudo isso?
         Acredito que a busca de conhecermos nossas origens faz com que possamos enxergar quem somos, de onde viemos e que caminho queremos seguir. Talvez fazer diferente nossa história, só reforçando os valores e aspectos positivos.
       A primada-como são chamadas as reuniões- será uma festa, um dia de celebrar o amor, a família, a união e a prosperidade. Contarei tudo futuramente.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Uma história engraçada

           Alguns dias atrás, recebi a visita de uma querida amiga. Fazia algum tempo que não nos encontrávamos   mas sempre nos falávamos pela internet.
           Fizemos juntas o curso técnico em agropecuária e desde a primeira vez que nos vimos sentimos que tínhamos afinidades.
           Moramos três anos em uma república e como eu tinha carro, íamos para todos os lugares, assim temos muitas histórias engraçadas para contar.
           Certa vez, no auge dos meus 23 anos, estávamos juntas rumo a sua casa, numa cidade vizinha, quando ela ao volante, parou no posto de combustíveis para abastecer, não notou que o frentista, todo solidário, e fazendo seu trabalho com dedicação - afinal estava atendendo duas moças bem apanhadas - tinha os dentes da frente estragados.
           Ao pagar pelo serviço, quis ser gentil e deu-lhe uma gorjeta. Como era pouco e mal dava para um café, arrematou dizendo: - Toma para você comprar um palito de dente. Não acreditei quando ouvi ela falar aquilo e entre dentes, com um sorriso amarelo, chamei-lhe a atenção.
          No mesmo instante o rapaz que sorria timidamente, murchou ficando muito sem graça. Ela não fez por mal, nem tinha reparado no cartão de visitas do moço.
          Poderia ser uma história triste se olharmos por esse aspecto, mas fomos embora as gargalhadas.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Depois do carnaval...

       Incrível como cinco dias de hospital, faz com que possamos pensar em várias coisas. Uma delas é que a vida da gente está tão bem, naquela rotina que muitas vezes é bastante cansativa e que queremos que algo aconteça-claro que algo de bom- e de repente, a vida toma outro rumo de uma hora para outra. Pronto, fomos pegos de surpresa e essa surpresa passa a nos acompanhar em vários aspectos que passamos a ver, afinal estamos em um hospital aguardando que uma pedra no rim faça o seu caminho natural.
       Pedra, caminho natural, então tudo vai ficando confuso. Os sentimentos se misturam e se confundem . Ficamos sensíveis e pequenos gestos, como uma simples água de coco trazida as escondidas dentro de um bolso, fazem muita diferença.
       No quarto, a juventude madura, fazia com que as horas ficassem mais alegres e a situação vivida mais leve.
       As horas de visitas tão esperadas, eram compartilhadas com alegria e novidades. E a pedra lá. Como tantas em nosso caminho só esperando o momento de transpô-la. E a vida tomando seu rumo natural. Como podemos pensar que não acontece nada? A todo momento, há o acontecimento.
       Então, chegou a hora de tirar a pedra, e lá vamos nós enfrentar oque está por vir. O fato de estar tudo atrasado para o procedimento causa uma ansiedade que só é combatida por eu estar com as unhas pintadas de um esmalte escuro, que tem que ser tirado as pressas, muda-se o foco e tudo passa a ser visto de forma diferente, mais leve, mais natural. E como somos feitos de emoções, outras começam a aflorar.
      Já estava sozinha -minha nova amiga estava de alta- e as horas ficaram mais longas. Na vida, mesmo rodeados de pessoas que nos amam e nos querem bem, também estamos sozinhos. Esperamos sempre que alguém faça aquilo que queremos por nós, e muitas vezes falhamos para com os outros. Julgamos, condenamos e ficamos sentidos quando pessoas que fazem, de certo modo parte de nossas vidas, ignoram nosso sofrimento. Não são capazes, por educação, perguntar como você está. Simplesmente pensam em si e não importa o resto. A vida segue e perdas ali são ganhos aqui. Perde-se o tempo todo mas se ganha o tempo todo também. Se soubermos enxergar, ganhamos mais do que perdemos porque muitas vezes julgamos perder o que na verdade nunca tivemos.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Mundo virtual

           Lendo uma reportagem sobre os avanços da internet e como as redes sociais vem presenciando uma mudança no seu público, fiquei pensando. Cada vez mais pessoas, de diferentes idades, ingressam nesse universo de informações. O acesso as redes acabam por se tornar parte do cotidiano.
          A rapidez da informação é surpreendente.
          Um simples toque no botão e podemos compartilhar, curtir, comentar e o mais fascinante é a facilidade em reencontrar pessoas que a tempos não vemos.
          Eu mesma estou em estado de graça por encontrar primos que a muito tempo não tinha notícias.
          Amigos de infância, de escola, vizinhos antigos, em fim, basta procurar e muitas vezes, achamos.
          E nessa procura encontramos também sentido para nossas vidas.
          Talvez por isso o aumento de 80% do número de idosos ingressando nas redes sociais. Estudos realizados afirmam que o uso das redes sociais pelos idosos podem evitar a perda da memória, apresentando bons resultados. A troca de experiencias, o compartilhar histórias e fatos antigos faz resgatar e ocupar o tempo, trabalhando a mente e interagindo com o mundo. Pode se encontrar o lazer em jogos, pesquisas e até viagens, por que não?
          As maravilhas do avanço tecnológico não param por aí. Que bom podermos conversar em tempo real com pessoas que estão longe, podendo vê-las. Se for falar, temos assunto que não acaba mais . Porem, como tudo não são flores, é uma pena , que ainda existam pessoas que fazem mal uso desse recurso, hackeando perfis, senhas, disseminando vírus, pornografias, criando páginas falsas e denegrindo a imagem alheia. O objetivo das redes sociais não é esse, mas sim manter as relações interpessoais constantes e saudáveis.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Errata

     Na publicação do dia 03 de abril "Depois de assistir a um programa na TV, vinha..." o número de filhos que meus avó tiveram foram 13 e a Nossa Senhora era de Fátima.
     Esses dados foram confirmados por uma prima querida que só agora, depois de muitos anos vim reencontrar na internet. Obrigada Cecília.

domingo, 8 de abril de 2012

Turbilhão

       A vida é um turbilhão de emoções. Feita de erros e acertos, tentativas e frustrações e principalmente, escolhas. Quando estamos equilibrados e seguros, nossas escolhas são acertadas. mas, quando estamos assim?
       Vivemos no fio da navalha, em um mundo que nos cobra o tempo todo a escolha certa. Tantas informações e cobranças nos deixam perdidos no turbilhão.
        Sentimos medo, medo de viver, nos arriscar, medo de pagar pra ver e esse medo cada vez chega mais cedo.
         Muitas vezes tentamos poupar os que amamos desse turbilhão, com medo de que eles se machuquem, mas até o machucar faz parte do aprendizado do crescimento e da conquista por um espaço pra chamar de seu. Lutar, cair e levantar. Tomar  o rumo certo. E qual seria esse rumo? O ficar parado se lamentando ou seguir em frente e tentar aprender com a queda? Esta é a luta. Tentar ver com clareza o inimigo que habita em cada um de nós.

sábado, 7 de abril de 2012

Carta para Helô

          Era setembro de 1994, uma sexta-feira como tantas, mas aquela não, aquela tinha um despertar diferente.
          Um despertar de uma noite mal dormida, uma noite de vários pensamentos e sentimentos conflitantes - a maternidade faz isso com a gente.
           Encontrei este escrito quase dezoito anos depois e resolvi publicá-lo. Minha filha tinha dois meses quando escrevi as linhas que seguem.
           Depois desta noite, olhando seu rostinho pela manhã, senti que devia escrever para um dia você saber o amor que sinto por você, o quanto este amor caminha lado a lado com a dor.
           Você faz barulhos para chamar minha atenção, e quando vou vê-la, encontro um lindo sorriso.
           Não sei se vou conseguir colocar no papel o verdadeiro sentimento.
           Esta noite foi a primeira que você dormiu sozinha no berço, dormiu confortável, tranquila e super quietinha. Ao mesmo tempo que achei necessário, senti medo, insegurança, preocupação e percebi que você tem sua vida e apesar de depender de mim, tem seu espaço.
           Dia a dia você cresce e fica mais esperta, não quis ficar no carrinho, chorou todas as vezes que tentei.Senti um vazio em não tê-la a meu lado para protegê-la e dar atenção ao mínimo gemido e o coração ficou apertado. Ontem você descobriu que podia virar a cabeça sozinha e a mesma não para desde então.
           Filha, ter você foi a melhor coisa que me aconteceu, descobri o verdadeiro amor. Foi como uma flor que adormecia feito botão e desabrochou mais linda do que eu imaginava ser. Sabia que iria amar, mas não sabia como era esse amor. Obrigada por me mostrar. Seria impossível descrevê-lo, sei dizer que fico feliz quando vejo você bem, sem dor de barriga, com a fralda limpa, banho tomado, alimentada e sorrindo. Sofro e fico com o coração apertado quando vejo você chorar e as vezes não sei porque, faço tudo e nada adianta. Minha vontade é chorar como já chorei algumas vezes.
           Amo muito você

terça-feira, 3 de abril de 2012

     Depois de assistir a um programa na TV, vinha me questionando sobre a necessidade das pessoas saberem suas origens e o quão importante é o reconhecimento dessas relações e então navegando em sites de relacionamentos, através de amigos, encontrei alguns primos que a tempos não tinha contato.
     Desses primos, um deles me chamou mais a atenção. Talvez, pela semelhança com um irmão mais velho e voltei no tempo, fazendo contas e lembrando de quando íamos visitar minha tia, que já estava doente.
     Sempre rezávamos em um altar, antes de subirmos para o quarto. Este altar ficava em baixo da escada, lá havia uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, se não me engano, onde em sua coroa cravejada de pedras preciosas, se encontrava no centro, um brilhante, lapidado a mão, que era dos brincos de minha avó. Mamãe contava que os brilhantes maiores eram das irmãs mais velhas, os médios das irmãs do meio e os menores ficaram com a irmã caçula. Os brincos foram presente de meu avô,que era apaixonado por vovó. Tiveram 16 filhos.
     Lembro-me do meu tio que com muito zelo, não saia de perto de minha tia, até o dia que ela faleceu deixando três filhos moços, algum tempo depois soube que o mais velho falecera por problemas cardíacos e não tive mais notícias de ninguém. Sabia que o mais novo, naquela época que ia lá com minha mãe, era fã e  colecionava tudo sobre Marilyn Monroe, lembro dos posters em seu quarto, dos livros e fotos. Era um jovem muito atencioso comigo que era uma garotinha. Só não lembro deste primo que encontrei na rede, acho que ele estudava quando íamos lá, não sei. Sei que foi bom encontrá-lo, quem sabe perguntar mais sobre minha tia, meu tio e primos. Saber se conheceu nosso avô. Perguntar sobre as histórias da família.
     Talvez seja isso que todos nós buscamos. Saber quem somos, de onde nossos antepassados vieram, como viviam e se relacionavam. Mas que diferença isso pode fazer na nossa vida hoje? O que somos é o reflexo de tudo que vivemos, das escolhas que fizemos, das oportunidades que tivemos. Tudo  poderia ter sido diferente, mais não foi, e aqui estamos nós. Vivendo a vida que nos cabe e buscando fazer o melhor.
   

quinta-feira, 29 de março de 2012

Infância

           Como é boa a vida no interior, onde crianças brincam na rua e fazem a imaginação flutuar.
           Dia desses, chegando em casa observei as crianças brincando. corriam, gritavam e jogavam sua bola tão tranquilamente que num instante voltei a minha infância vivida até os dez anos no interior.Também brincávamos na rua, empinando pipa, andando de bicicleta e carrinho de rolimã. No quintal de casa, mamãe mandou construir uma piscina onde muitas vezes fui socorrida por ela, pois como caçula de quatro homens, sempre levava a pior quando me metia nas brincadeiras deles. Queria  acompanhá-los, mas era muito difícil, pois eu era menina e eles eram bem moleques.
          Havia um porão, com muitas coisas guardadas e como eram muito criativos, as vezes, faziam apresentações de teatro, puro improviso, com roupas e acessórios. A criançada se divertia bastante e era muito engraçado ver meu irmão imitar vários personagens, mas a melhor era a Hebe Camargo, ele se superava, não sei porque não seguiu carreira artística.
         Quando iam jogar basquete, gostavam de ouvir Beatles na sonata que tínhamos e quando não me deixavam participar, me vingava trocando o disco da vitrola. Colocava para tocar um disco da Ângela Maria para chateá-los. Sempre dava certo porque eles detestavam, é claro que preferiam os Beatles, e assim eu ia me infiltrando nas molecagens.
          Essas histórias de criança, marcam e ficam na memória como contos de fadas, onde tudo é fantasia e o céu é o limite.          

quarta-feira, 28 de março de 2012

Origem

     Caçula de quatro irmãos, fui muito querida e desejada por meus pais.
    Mamãe, uma mulher elegante, de fino trato, filha de médico, estudou em colégio de freiras e assim se tornou muito prendada. Gostava de músicas clássicas, dos gênios da pintura, de costurar, pintar e de estar sempre arrumada, vaidosa por natureza. Por ser assim não descuidava de seus rebentos.
    Morou por um tempo com umas tias no Rio de Janeiro e ao voltar para o convívio familiar em Serra Negra(SP), conheceu meu pai. Moço, bonito, forte e muito elegante. Era de família humilde. Nasceu em um sítio da família, cercado de muito amor, carinho e atenção dos avós e tios, era filho único e ali,cresceu. De princípios e valores bem definidos foi trabalhar em Serra Negra onde conheceu mamãe.
    Despertou-se assim o interesse mútuo, começaram a namorar e se casaram depois de um tempo.
    O tempo passou, tiveram cinco filhos e apesar de tantas diferenças, conseguiram educar e formar pessoas de caráter e valor.  

terça-feira, 27 de março de 2012

O início

      Acabei de criar meu blog e confesso que nem sei por onde começar.     
      Se vou começar,deveria ser pelo começo da minha vida, mas vou começar pelo começo da história.
      Era dezembro de 2005 e eu e alguma amigas estávamos reunidas em uma pizzaria para comemorar o aniversário de uma delas, quando depois de relaxarmos um pouco, algumas cervejas e boas risadas, surgiu a ideia de uma delas: -Você devia escrever um livro.Suas histórias são ótimas e a maneira que você coloca é muito legal. Não precisa ser um livro com começo meio e fim, apenas coloque no papel as histórias e depois vá juntando.
      Levei quase um mês para tomar a decisão, na verdade faz bem mais tempo, pois não foi a primeira pessoa
que me disse isso. Fiquei pensando e resolvi tentar para ver se acontecia alguma coisa, afinal, todos temos histórias para contar. Algumas alegres, outras nem tanto. O que muda é só o modo de interpretar.