Depois que mamãe faleceu, guardei alguns objetos pessoais dela e fazendo algumas arrumações encontrei sua coleção dos Gênios da Pintura de 1967, época que ela pintava telas a óleo. Fiquei encantada com os fascículos que contam a história de cada pintor, suas obras e curiosidades.
Engraçado que só agora pude dar valor a esta relíquia que está comigo e resolvi dar uma olhada mais atenta. Achei a história de Picasso extraordinária e resolvi colocar aqui algumas curiosidades.
O sobrenome Picasso era da mãe. Seu pai chamava-se José Ruiz Blasco. Nasceu em 25 de outubro de 1881 em Málaga, Espanha, passou a ser Pablo, em homenagem a seu tio, cônego da catedral da cidade; e Diego, como seu avô paterno; e José, como seu pai, nono filho de Diego; e Francisco de Paula, como seu avô materno; e Juan Nepomuceno, como seu padrinho; e ainda Maria de los Remedios, e Cipriano de la Santíssima Trinidad. Ficou assim: Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno Maria de los Remedios Cipriano de la Santíssima Trinidad Ruiz y Picasso.
Seu pai era professor de História da Arte numa escola provincial. Tinha três paixões: pombos, touros e pintura. A quarta nasceu com Pablo.
Sua mãe, Maria Picasso Lopez - Robusta, vivaz, meridional - trouxe para casa um dote ponderável de várias vinhas, e ainda duas irmãs, Elodia e Heliodora, e a sua mãe Dona Ines Picasso.
Os primeiros dissabores apareceram no momento do parto. O nenê ficou inerte, não gritou, nem parecia respirar. O tio paterno, Salvador Ruiz Blasco, esperava fora a notícia do nascimento. Convencionalmente inquieto, fumava um grosso charuto. Quando soube do estado da criança, penetrou na sala de partos e soprou com força a fumaça no rosto do pequeno. Um grito fez-se ouvir, misturou-se com choro, e a vida venceu.
A segunda dificuldade veio com a escola. Pablo não sabia ler, e não conseguia aprender. Não sabia escrever. Contas - nem se fala! Os exames constituíam uma barreira intransponível. Até que um professor transformasse os algarismos em desenhos. "Você vê", dizia-lhe a mãe, "que nada é tão difícil." "É só começar", incentivava o pai, "o resto virá depois."
O resto veio mais depressa do que se esperava. A pedido de suas irmãs - Lola, nascida em 1884, e Conchita, nascida em 1887 - desenhava bonecas, pombas, cavalinhos, sóis, árvores, touradas as quais assistia com o pai.
Sua primeira obra, preservada, era um óleo sobre madeira, pintada aos oito anos, chamada O Toureiro. Picasso conservou esse trabalho por toda a sua vida, levando-o consigo sempre que mudava de casa.
Sua história é bem interessante. Passa por muitas fases, cinco casamentos e obras marcantes. "Guernica" é uma delas juntamente com "Les Demoiselles d'Avignon".
Uma curiosidade sobre a obra "Guernica": Durante uma revista de seu apartamento parisiense, um oficial nazista observou uma fotografia do mural "Guernica" na parede e, apontando para a imagem, perguntou: Foi você quem fez isso? Picasso respondeu, após um segundo de reflexão: Não,vocês o fizeram.
Foi o primeiro artista vivo a receber a honra especial de comemorar seus 90 anos de idade com uma exposição na grande galeria do Museu do Louvre.
Pablo Picasso morreu a 08 de abril de 1973 em Mougins, França com 91 anos de idade. Encontra-se sepultado no Castelo de Vauvenargues, sul da França.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
História de vida
Depois de deixar meu marido no trabalho, como faço quase todos os dias, voltava para casa com o pensamento distante e ao parar em uma esquina um carro me chamou atenção.
Um Audi A4, muito bonito, marrom perolizado, tipo sedan luxo, deslizava pela rua com seus vidros fechados e por não serem escuros, pude ver quem estava dentro.
Era um amigo de infância e lembrei de quando brincávamos juntos na rua, como fazem as crianças no interior. O tempo passou e cada um seguiu seu destino com oportunidades e escolhas diferentes.
Vê-lo naquele carro, não foi surpresa para mim, pois já sabia que ele estava muito bem colocado em sua vida profissional.
Segui meu trajeto e como o trânsito estava lento pude ver quando ele estacionou seu carro. Muito elegante e bem trajado, desceu para abrir a porta do passageiro, onde se encontrava sua mãe, deu-lhe a mão para ajudá-la a descer e de braços dados caminharam.
Observei tudo isso pelo espelho retrovisor do carro e fiquei pensando naquele gesto tão simples e tão marcante.
A gentileza tem essas características, simples de se fazer e marcantes porque fazem toda a diferença.
A atenção, o carinho, a paciência e o amor filial ficaram registrados para mim naquele momento. Uma cena muito linda de um homem maduro que não abandonou suas origens, e sua mãe que caminhava orgulhosa ao seu lado, com toda experiencia de uma vida.
Continuei dirigindo e pensando como hoje em dia estamos tão apressados que as vezes deixamos essas coisas importantes de lado, achando que não faz diferença sermos gentis, que as pessoas não se importam.
Passei boa parte do dia com aquela cena na cabeça. Mãe e filho, filho e mãe, tantas histórias, tantos sentimentos, tanto amor e dedicação.
É raro vermos cenas assim, afinal quando envelhecemos nos tornamos peças descartáveis, levando uma história de vida que muitas vezes poderia ser usada com exemplo.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Coisas da vida
Mais um dia começa, um dia como outro qualquer e em nossa cama, quando acordamos, não sabemos o que este dia nos reserva.
Para alguns, um dia normal, para outros muita alegria e para outros, muita tristeza.
Pela manhã, o dia parecia ser normal até que a notícia de um falecimento chegou e tudo ficou estranho.
Os sentimentos e emoções ficam confusos e pensamos na dor dos que ficam. Lembramos de nossas próprias dores e buscamos nos confortar com aquilo que já sabemos e por muitas vezes esquecemos. Sabemos que somos mortais e que a qualquer momento podemos partir.
Refletimos então em nossas vidas, no quanto poderíamos viver mais intensamente um abraço, um beijo, um eu te amo.
Incrível como a morte repentina nos faz pensar nessas coisas e como tudo vai passando rápido. Nossa cabeça as vezes não tem tempo de registrar e o nosso coração, de fixar.
Vem o vazio de outrora e o pensamento começa a vagar.
No mesmo dia dividimos também a alegria da chegada de uma vida.
Chegada da esperança, da concretização de um sonho, da continuação da família e das bençãos do amor.
Uma família chora o fim e a outra festeja o início.
Assim é a vida, cheia de altos e baixos, alegrias e tristezas e muitas surpresas.
Para alguns, um dia normal, para outros muita alegria e para outros, muita tristeza.
Pela manhã, o dia parecia ser normal até que a notícia de um falecimento chegou e tudo ficou estranho.
Os sentimentos e emoções ficam confusos e pensamos na dor dos que ficam. Lembramos de nossas próprias dores e buscamos nos confortar com aquilo que já sabemos e por muitas vezes esquecemos. Sabemos que somos mortais e que a qualquer momento podemos partir.
Refletimos então em nossas vidas, no quanto poderíamos viver mais intensamente um abraço, um beijo, um eu te amo.
Incrível como a morte repentina nos faz pensar nessas coisas e como tudo vai passando rápido. Nossa cabeça as vezes não tem tempo de registrar e o nosso coração, de fixar.
Vem o vazio de outrora e o pensamento começa a vagar.
No mesmo dia dividimos também a alegria da chegada de uma vida.
Chegada da esperança, da concretização de um sonho, da continuação da família e das bençãos do amor.
Uma família chora o fim e a outra festeja o início.
Assim é a vida, cheia de altos e baixos, alegrias e tristezas e muitas surpresas.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Amália Bainha
Na publicação "Os brincos da vovó" citei minha bisavó que foi considerada heroína em sua época.
A história do naufrágio sempre foi contada por minha mãe, que tinha tudo registrado em um caderno, lá haviam recortes de jornais e todo material colhido na época. Mamãe fez questão de copiar tudo, pois tinha uma letra linda.
Aqui seguem as primeiras páginas das cópias manuscritas por ela.
Continua nas próximas publicações...
A história do naufrágio sempre foi contada por minha mãe, que tinha tudo registrado em um caderno, lá haviam recortes de jornais e todo material colhido na época. Mamãe fez questão de copiar tudo, pois tinha uma letra linda.
Aqui seguem as primeiras páginas das cópias manuscritas por ela.
Continua nas próximas publicações...
terça-feira, 1 de maio de 2012
A primada
Bragança Paulista - 28 de abril de 2012 - . Esta foi a data e local escolhidos para a oitava primada (reunião de todos os primos maternos). Para nossa família, a primeira.
Depois de muitos anos sem contato, através da internet há mais ou menos um mês atrás, nos reencontramos e daí começou a movimentação para que tudo fosse perfeito neste dia já mencionado.
Será muito difícil expressar tantas emoções que, logo na chegada me tiraram o ar.
A alegria de rever pessoas tão queridas não foi maior do que a das pessoas que lá se encontravam para nos receber.
Cada sorriso, cada expressão nos gestos e olhares, cada abraço apertado ficará eternizado em meu coração.
Palavras são poucas e talvez nem existam para denominar tal sentimento que me tocou logo que chegamos, quando vi nossa linda e doce prima Ana Paula a nossa espera no portão, depois o Lauro nos filmando e fotografando sem querer perder nem um detalhe e assim todos vieram de braços, sorrisos e corações abertos. A cada abraço sentia meu corpo flutuar em verdadeiro estado de graça, e assim fiquei todo o encontro.
Abraçar a querida Cecília era tudo que estava faltando, pois já havíamos conversado bastante durante a espera do grande dia. Pela internet rimos, choramos e nos aproximamos muito também. E a prima Lúcia, que amor, que encanto e que sorriso. Aliás, sorriso lindo tem o primo Dalmo, ele sorri com a boca, os olhos e a alma. E o primo Flávio, meu Deus, o primo Flávio é tudo de bom. Nos transmite paz, equilíbrio, segurança e serenidade. O primo Netinho sempre brincalhão e atento para não perder a piada.
Minha vontade é falar de cada um, mas por enquanto vou me reservar só aos primos da primeira geração.
A primada representa a extensão da família, a referência de toda nossa origem, a continuidade e o amor fraternal.
Registrando a chegada dos primos
Os primos da 1º geração
A foto oficial do 8º encontro
A 2º geração
A 3º geração
Depois de muitos anos sem contato, através da internet há mais ou menos um mês atrás, nos reencontramos e daí começou a movimentação para que tudo fosse perfeito neste dia já mencionado.
Será muito difícil expressar tantas emoções que, logo na chegada me tiraram o ar.
A alegria de rever pessoas tão queridas não foi maior do que a das pessoas que lá se encontravam para nos receber.
Cada sorriso, cada expressão nos gestos e olhares, cada abraço apertado ficará eternizado em meu coração.
Palavras são poucas e talvez nem existam para denominar tal sentimento que me tocou logo que chegamos, quando vi nossa linda e doce prima Ana Paula a nossa espera no portão, depois o Lauro nos filmando e fotografando sem querer perder nem um detalhe e assim todos vieram de braços, sorrisos e corações abertos. A cada abraço sentia meu corpo flutuar em verdadeiro estado de graça, e assim fiquei todo o encontro.
Abraçar a querida Cecília era tudo que estava faltando, pois já havíamos conversado bastante durante a espera do grande dia. Pela internet rimos, choramos e nos aproximamos muito também. E a prima Lúcia, que amor, que encanto e que sorriso. Aliás, sorriso lindo tem o primo Dalmo, ele sorri com a boca, os olhos e a alma. E o primo Flávio, meu Deus, o primo Flávio é tudo de bom. Nos transmite paz, equilíbrio, segurança e serenidade. O primo Netinho sempre brincalhão e atento para não perder a piada.
Minha vontade é falar de cada um, mas por enquanto vou me reservar só aos primos da primeira geração.
A primada representa a extensão da família, a referência de toda nossa origem, a continuidade e o amor fraternal.
Abaixo algumas fotos que eternizaram este momento.
Registrando a chegada dos primos
Os primos da 1º geração
A foto oficial do 8º encontro
A 2º geração
A 3º geração
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