O sol começa a nascer, anunciando mais um dia. Um dia que para muitos foi especial, menos para mim. A noite seria longa, silenciosa e quase não me lembro quais os pensamentos que me vinham a cabeça, somente o vazio, um grande vazio. Era como se meu corpo flutuasse, como se tudo fosse um sonho, como se meu corpo estivesse entorpecido pela dor e pelo vazio.
As vezes um carro passava na rua e do outro lado, olhando de uma janela do sétimo andar de um prédio residencial, onde morava uma amiga de infância, estava eu observando a movimentação de pessoas que eu conheci muito bem mas meu estado de torpor não me deixava compartilhar de suas presenças. A dor e o vazio não me deixavam. Foi assim até o sol despontar seus raios no céu, que com a luz do dia dava para ver que não haviam nuvens. Seu azul era maravilhoso mas a dor e o vazio tiravam tudo de mim.
As horas foram passando e dentro de um carro seguimos viagem rumo a Serra Negra-SP- onde ficaria depositado parte de mim. O céu continuava limpo, mas o ar estava parado, tudo parecia parado, só uma brisa as vezes tocava meu rosto molhado de lágrimas, o silêncio só era quebrado pelo vai e vem de pessoas que eu não conhecia, mas que conhecia a parte de mim que ali estava.
A hora estava próxima e como não se tem jeito de parar o relógio, chegou o momento do adeus, a tampa de madeira se fechou e com passos lentos de quem não quer ir ao fim do caminho, caminhamos. Caminhei com minha dor doendo mais forte e meu vazio cada vez maior até que os passos silenciaram e todos parados só olhando um único homem com sua colher de pedreiro colocando tijolo por tijolo subindo uma pequena parede e me separando fisicamente de alguém que é tão importante até hoje para mim. O silêncio só era quebrado pelo barulho da colher no tijolo. A cada batida, a dor.
Até que tudo terminou. Passos foram se ouvindo e lá estava eu parada entorpecida com a minha dor e meu vazio, tão perdida e me sentindo tão só que minha vontade era de estar ali com ela, minha mãe querida. Era 27/08/1983. Já se passaram 28 anos e muita coisa aconteceu, mas a saudade até hoje as vezes faz doer o coração, mesmo tendo conhecido a alegria de ser mãe 11 anos depois.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Passado, presente e futuro
É incrível como as vezes acontecem coisas na nossa vida que nos fazem parar e reformular todos os nossos conceitos. É como um quebra cabeça onde as peças vão se encaixando e tudo começa a fazer sentido.
Estou prestes a conhecer e reencontrar primos que a muitos anos não vejo.
Os primeiros contatos tem sido incríveis, mas acredito que o melhor ainda está por vir. São primos mais velhos, que sabem mais histórias da família e que também tem suas próprias histórias.
O dia do encontro está chegando e deixando mais vivo dentro de mim os laços do passado.
A mente volta no tempo e penso nos bisavós, são oito que temos e cada um uma característica física, intelectual e emocional. Será que herdamos tudo isso?
Acredito que a busca de conhecermos nossas origens faz com que possamos enxergar quem somos, de onde viemos e que caminho queremos seguir. Talvez fazer diferente nossa história, só reforçando os valores e aspectos positivos.
A primada-como são chamadas as reuniões- será uma festa, um dia de celebrar o amor, a família, a união e a prosperidade. Contarei tudo futuramente.
Estou prestes a conhecer e reencontrar primos que a muitos anos não vejo.
Os primeiros contatos tem sido incríveis, mas acredito que o melhor ainda está por vir. São primos mais velhos, que sabem mais histórias da família e que também tem suas próprias histórias.
O dia do encontro está chegando e deixando mais vivo dentro de mim os laços do passado.
A mente volta no tempo e penso nos bisavós, são oito que temos e cada um uma característica física, intelectual e emocional. Será que herdamos tudo isso?
Acredito que a busca de conhecermos nossas origens faz com que possamos enxergar quem somos, de onde viemos e que caminho queremos seguir. Talvez fazer diferente nossa história, só reforçando os valores e aspectos positivos.
A primada-como são chamadas as reuniões- será uma festa, um dia de celebrar o amor, a família, a união e a prosperidade. Contarei tudo futuramente.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Uma história engraçada
Alguns dias atrás, recebi a visita de uma querida amiga. Fazia algum tempo que não nos encontrávamos mas sempre nos falávamos pela internet.
Fizemos juntas o curso técnico em agropecuária e desde a primeira vez que nos vimos sentimos que tínhamos afinidades.
Moramos três anos em uma república e como eu tinha carro, íamos para todos os lugares, assim temos muitas histórias engraçadas para contar.
Certa vez, no auge dos meus 23 anos, estávamos juntas rumo a sua casa, numa cidade vizinha, quando ela ao volante, parou no posto de combustíveis para abastecer, não notou que o frentista, todo solidário, e fazendo seu trabalho com dedicação - afinal estava atendendo duas moças bem apanhadas - tinha os dentes da frente estragados.
Ao pagar pelo serviço, quis ser gentil e deu-lhe uma gorjeta. Como era pouco e mal dava para um café, arrematou dizendo: - Toma para você comprar um palito de dente. Não acreditei quando ouvi ela falar aquilo e entre dentes, com um sorriso amarelo, chamei-lhe a atenção.
No mesmo instante o rapaz que sorria timidamente, murchou ficando muito sem graça. Ela não fez por mal, nem tinha reparado no cartão de visitas do moço.
Poderia ser uma história triste se olharmos por esse aspecto, mas fomos embora as gargalhadas.
Fizemos juntas o curso técnico em agropecuária e desde a primeira vez que nos vimos sentimos que tínhamos afinidades.
Moramos três anos em uma república e como eu tinha carro, íamos para todos os lugares, assim temos muitas histórias engraçadas para contar.
Certa vez, no auge dos meus 23 anos, estávamos juntas rumo a sua casa, numa cidade vizinha, quando ela ao volante, parou no posto de combustíveis para abastecer, não notou que o frentista, todo solidário, e fazendo seu trabalho com dedicação - afinal estava atendendo duas moças bem apanhadas - tinha os dentes da frente estragados.
Ao pagar pelo serviço, quis ser gentil e deu-lhe uma gorjeta. Como era pouco e mal dava para um café, arrematou dizendo: - Toma para você comprar um palito de dente. Não acreditei quando ouvi ela falar aquilo e entre dentes, com um sorriso amarelo, chamei-lhe a atenção.
No mesmo instante o rapaz que sorria timidamente, murchou ficando muito sem graça. Ela não fez por mal, nem tinha reparado no cartão de visitas do moço.
Poderia ser uma história triste se olharmos por esse aspecto, mas fomos embora as gargalhadas.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Depois do carnaval...
Incrível como cinco dias de hospital, faz com que possamos pensar em várias coisas. Uma delas é que a vida da gente está tão bem, naquela rotina que muitas vezes é bastante cansativa e que queremos que algo aconteça-claro que algo de bom- e de repente, a vida toma outro rumo de uma hora para outra. Pronto, fomos pegos de surpresa e essa surpresa passa a nos acompanhar em vários aspectos que passamos a ver, afinal estamos em um hospital aguardando que uma pedra no rim faça o seu caminho natural.
Pedra, caminho natural, então tudo vai ficando confuso. Os sentimentos se misturam e se confundem . Ficamos sensíveis e pequenos gestos, como uma simples água de coco trazida as escondidas dentro de um bolso, fazem muita diferença.
No quarto, a juventude madura, fazia com que as horas ficassem mais alegres e a situação vivida mais leve.
As horas de visitas tão esperadas, eram compartilhadas com alegria e novidades. E a pedra lá. Como tantas em nosso caminho só esperando o momento de transpô-la. E a vida tomando seu rumo natural. Como podemos pensar que não acontece nada? A todo momento, há o acontecimento.
Então, chegou a hora de tirar a pedra, e lá vamos nós enfrentar oque está por vir. O fato de estar tudo atrasado para o procedimento causa uma ansiedade que só é combatida por eu estar com as unhas pintadas de um esmalte escuro, que tem que ser tirado as pressas, muda-se o foco e tudo passa a ser visto de forma diferente, mais leve, mais natural. E como somos feitos de emoções, outras começam a aflorar.
Já estava sozinha -minha nova amiga estava de alta- e as horas ficaram mais longas. Na vida, mesmo rodeados de pessoas que nos amam e nos querem bem, também estamos sozinhos. Esperamos sempre que alguém faça aquilo que queremos por nós, e muitas vezes falhamos para com os outros. Julgamos, condenamos e ficamos sentidos quando pessoas que fazem, de certo modo parte de nossas vidas, ignoram nosso sofrimento. Não são capazes, por educação, perguntar como você está. Simplesmente pensam em si e não importa o resto. A vida segue e perdas ali são ganhos aqui. Perde-se o tempo todo mas se ganha o tempo todo também. Se soubermos enxergar, ganhamos mais do que perdemos porque muitas vezes julgamos perder o que na verdade nunca tivemos.
Pedra, caminho natural, então tudo vai ficando confuso. Os sentimentos se misturam e se confundem . Ficamos sensíveis e pequenos gestos, como uma simples água de coco trazida as escondidas dentro de um bolso, fazem muita diferença.
No quarto, a juventude madura, fazia com que as horas ficassem mais alegres e a situação vivida mais leve.
As horas de visitas tão esperadas, eram compartilhadas com alegria e novidades. E a pedra lá. Como tantas em nosso caminho só esperando o momento de transpô-la. E a vida tomando seu rumo natural. Como podemos pensar que não acontece nada? A todo momento, há o acontecimento.
Então, chegou a hora de tirar a pedra, e lá vamos nós enfrentar oque está por vir. O fato de estar tudo atrasado para o procedimento causa uma ansiedade que só é combatida por eu estar com as unhas pintadas de um esmalte escuro, que tem que ser tirado as pressas, muda-se o foco e tudo passa a ser visto de forma diferente, mais leve, mais natural. E como somos feitos de emoções, outras começam a aflorar.
Já estava sozinha -minha nova amiga estava de alta- e as horas ficaram mais longas. Na vida, mesmo rodeados de pessoas que nos amam e nos querem bem, também estamos sozinhos. Esperamos sempre que alguém faça aquilo que queremos por nós, e muitas vezes falhamos para com os outros. Julgamos, condenamos e ficamos sentidos quando pessoas que fazem, de certo modo parte de nossas vidas, ignoram nosso sofrimento. Não são capazes, por educação, perguntar como você está. Simplesmente pensam em si e não importa o resto. A vida segue e perdas ali são ganhos aqui. Perde-se o tempo todo mas se ganha o tempo todo também. Se soubermos enxergar, ganhamos mais do que perdemos porque muitas vezes julgamos perder o que na verdade nunca tivemos.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Mundo virtual
Lendo uma reportagem sobre os avanços da internet e como as redes sociais vem presenciando uma mudança no seu público, fiquei pensando. Cada vez mais pessoas, de diferentes idades, ingressam nesse universo de informações. O acesso as redes acabam por se tornar parte do cotidiano.
A rapidez da informação é surpreendente.
Um simples toque no botão e podemos compartilhar, curtir, comentar e o mais fascinante é a facilidade em reencontrar pessoas que a tempos não vemos.
Eu mesma estou em estado de graça por encontrar primos que a muito tempo não tinha notícias.
Amigos de infância, de escola, vizinhos antigos, em fim, basta procurar e muitas vezes, achamos.
E nessa procura encontramos também sentido para nossas vidas.
Talvez por isso o aumento de 80% do número de idosos ingressando nas redes sociais. Estudos realizados afirmam que o uso das redes sociais pelos idosos podem evitar a perda da memória, apresentando bons resultados. A troca de experiencias, o compartilhar histórias e fatos antigos faz resgatar e ocupar o tempo, trabalhando a mente e interagindo com o mundo. Pode se encontrar o lazer em jogos, pesquisas e até viagens, por que não?
As maravilhas do avanço tecnológico não param por aí. Que bom podermos conversar em tempo real com pessoas que estão longe, podendo vê-las. Se for falar, temos assunto que não acaba mais . Porem, como tudo não são flores, é uma pena , que ainda existam pessoas que fazem mal uso desse recurso, hackeando perfis, senhas, disseminando vírus, pornografias, criando páginas falsas e denegrindo a imagem alheia. O objetivo das redes sociais não é esse, mas sim manter as relações interpessoais constantes e saudáveis.
A rapidez da informação é surpreendente.
Um simples toque no botão e podemos compartilhar, curtir, comentar e o mais fascinante é a facilidade em reencontrar pessoas que a tempos não vemos.
Eu mesma estou em estado de graça por encontrar primos que a muito tempo não tinha notícias.
Amigos de infância, de escola, vizinhos antigos, em fim, basta procurar e muitas vezes, achamos.
E nessa procura encontramos também sentido para nossas vidas.
Talvez por isso o aumento de 80% do número de idosos ingressando nas redes sociais. Estudos realizados afirmam que o uso das redes sociais pelos idosos podem evitar a perda da memória, apresentando bons resultados. A troca de experiencias, o compartilhar histórias e fatos antigos faz resgatar e ocupar o tempo, trabalhando a mente e interagindo com o mundo. Pode se encontrar o lazer em jogos, pesquisas e até viagens, por que não?
As maravilhas do avanço tecnológico não param por aí. Que bom podermos conversar em tempo real com pessoas que estão longe, podendo vê-las. Se for falar, temos assunto que não acaba mais . Porem, como tudo não são flores, é uma pena , que ainda existam pessoas que fazem mal uso desse recurso, hackeando perfis, senhas, disseminando vírus, pornografias, criando páginas falsas e denegrindo a imagem alheia. O objetivo das redes sociais não é esse, mas sim manter as relações interpessoais constantes e saudáveis.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Errata
Na publicação do dia 03 de abril "Depois de assistir a um programa na TV, vinha..." o número de filhos que meus avó tiveram foram 13 e a Nossa Senhora era de Fátima.
Esses dados foram confirmados por uma prima querida que só agora, depois de muitos anos vim reencontrar na internet. Obrigada Cecília.
Esses dados foram confirmados por uma prima querida que só agora, depois de muitos anos vim reencontrar na internet. Obrigada Cecília.
domingo, 8 de abril de 2012
Turbilhão
A vida é um turbilhão de emoções. Feita de erros e acertos, tentativas e frustrações e principalmente, escolhas. Quando estamos equilibrados e seguros, nossas escolhas são acertadas. mas, quando estamos assim?
Vivemos no fio da navalha, em um mundo que nos cobra o tempo todo a escolha certa. Tantas informações e cobranças nos deixam perdidos no turbilhão.
Sentimos medo, medo de viver, nos arriscar, medo de pagar pra ver e esse medo cada vez chega mais cedo.
Muitas vezes tentamos poupar os que amamos desse turbilhão, com medo de que eles se machuquem, mas até o machucar faz parte do aprendizado do crescimento e da conquista por um espaço pra chamar de seu. Lutar, cair e levantar. Tomar o rumo certo. E qual seria esse rumo? O ficar parado se lamentando ou seguir em frente e tentar aprender com a queda? Esta é a luta. Tentar ver com clareza o inimigo que habita em cada um de nós.
Vivemos no fio da navalha, em um mundo que nos cobra o tempo todo a escolha certa. Tantas informações e cobranças nos deixam perdidos no turbilhão.
Sentimos medo, medo de viver, nos arriscar, medo de pagar pra ver e esse medo cada vez chega mais cedo.
Muitas vezes tentamos poupar os que amamos desse turbilhão, com medo de que eles se machuquem, mas até o machucar faz parte do aprendizado do crescimento e da conquista por um espaço pra chamar de seu. Lutar, cair e levantar. Tomar o rumo certo. E qual seria esse rumo? O ficar parado se lamentando ou seguir em frente e tentar aprender com a queda? Esta é a luta. Tentar ver com clareza o inimigo que habita em cada um de nós.
sábado, 7 de abril de 2012
Carta para Helô
Era setembro de 1994, uma sexta-feira como tantas, mas aquela não, aquela tinha um despertar diferente.
Um despertar de uma noite mal dormida, uma noite de vários pensamentos e sentimentos conflitantes - a maternidade faz isso com a gente.
Encontrei este escrito quase dezoito anos depois e resolvi publicá-lo. Minha filha tinha dois meses quando escrevi as linhas que seguem.
Depois desta noite, olhando seu rostinho pela manhã, senti que devia escrever para um dia você saber o amor que sinto por você, o quanto este amor caminha lado a lado com a dor.
Você faz barulhos para chamar minha atenção, e quando vou vê-la, encontro um lindo sorriso.
Não sei se vou conseguir colocar no papel o verdadeiro sentimento.
Esta noite foi a primeira que você dormiu sozinha no berço, dormiu confortável, tranquila e super quietinha. Ao mesmo tempo que achei necessário, senti medo, insegurança, preocupação e percebi que você tem sua vida e apesar de depender de mim, tem seu espaço.
Dia a dia você cresce e fica mais esperta, não quis ficar no carrinho, chorou todas as vezes que tentei.Senti um vazio em não tê-la a meu lado para protegê-la e dar atenção ao mínimo gemido e o coração ficou apertado. Ontem você descobriu que podia virar a cabeça sozinha e a mesma não para desde então.
Filha, ter você foi a melhor coisa que me aconteceu, descobri o verdadeiro amor. Foi como uma flor que adormecia feito botão e desabrochou mais linda do que eu imaginava ser. Sabia que iria amar, mas não sabia como era esse amor. Obrigada por me mostrar. Seria impossível descrevê-lo, sei dizer que fico feliz quando vejo você bem, sem dor de barriga, com a fralda limpa, banho tomado, alimentada e sorrindo. Sofro e fico com o coração apertado quando vejo você chorar e as vezes não sei porque, faço tudo e nada adianta. Minha vontade é chorar como já chorei algumas vezes.
Amo muito você
Um despertar de uma noite mal dormida, uma noite de vários pensamentos e sentimentos conflitantes - a maternidade faz isso com a gente.
Encontrei este escrito quase dezoito anos depois e resolvi publicá-lo. Minha filha tinha dois meses quando escrevi as linhas que seguem.
Depois desta noite, olhando seu rostinho pela manhã, senti que devia escrever para um dia você saber o amor que sinto por você, o quanto este amor caminha lado a lado com a dor.
Você faz barulhos para chamar minha atenção, e quando vou vê-la, encontro um lindo sorriso.
Não sei se vou conseguir colocar no papel o verdadeiro sentimento.
Esta noite foi a primeira que você dormiu sozinha no berço, dormiu confortável, tranquila e super quietinha. Ao mesmo tempo que achei necessário, senti medo, insegurança, preocupação e percebi que você tem sua vida e apesar de depender de mim, tem seu espaço.
Dia a dia você cresce e fica mais esperta, não quis ficar no carrinho, chorou todas as vezes que tentei.Senti um vazio em não tê-la a meu lado para protegê-la e dar atenção ao mínimo gemido e o coração ficou apertado. Ontem você descobriu que podia virar a cabeça sozinha e a mesma não para desde então.
Filha, ter você foi a melhor coisa que me aconteceu, descobri o verdadeiro amor. Foi como uma flor que adormecia feito botão e desabrochou mais linda do que eu imaginava ser. Sabia que iria amar, mas não sabia como era esse amor. Obrigada por me mostrar. Seria impossível descrevê-lo, sei dizer que fico feliz quando vejo você bem, sem dor de barriga, com a fralda limpa, banho tomado, alimentada e sorrindo. Sofro e fico com o coração apertado quando vejo você chorar e as vezes não sei porque, faço tudo e nada adianta. Minha vontade é chorar como já chorei algumas vezes.
Amo muito você
terça-feira, 3 de abril de 2012
Depois de assistir a um programa na TV, vinha me questionando sobre a necessidade das pessoas saberem suas origens e o quão importante é o reconhecimento dessas relações e então navegando em sites de relacionamentos, através de amigos, encontrei alguns primos que a tempos não tinha contato.
Desses primos, um deles me chamou mais a atenção. Talvez, pela semelhança com um irmão mais velho e voltei no tempo, fazendo contas e lembrando de quando íamos visitar minha tia, que já estava doente.
Sempre rezávamos em um altar, antes de subirmos para o quarto. Este altar ficava em baixo da escada, lá havia uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, se não me engano, onde em sua coroa cravejada de pedras preciosas, se encontrava no centro, um brilhante, lapidado a mão, que era dos brincos de minha avó. Mamãe contava que os brilhantes maiores eram das irmãs mais velhas, os médios das irmãs do meio e os menores ficaram com a irmã caçula. Os brincos foram presente de meu avô,que era apaixonado por vovó. Tiveram 16 filhos.
Lembro-me do meu tio que com muito zelo, não saia de perto de minha tia, até o dia que ela faleceu deixando três filhos moços, algum tempo depois soube que o mais velho falecera por problemas cardíacos e não tive mais notícias de ninguém. Sabia que o mais novo, naquela época que ia lá com minha mãe, era fã e colecionava tudo sobre Marilyn Monroe, lembro dos posters em seu quarto, dos livros e fotos. Era um jovem muito atencioso comigo que era uma garotinha. Só não lembro deste primo que encontrei na rede, acho que ele estudava quando íamos lá, não sei. Sei que foi bom encontrá-lo, quem sabe perguntar mais sobre minha tia, meu tio e primos. Saber se conheceu nosso avô. Perguntar sobre as histórias da família.
Talvez seja isso que todos nós buscamos. Saber quem somos, de onde nossos antepassados vieram, como viviam e se relacionavam. Mas que diferença isso pode fazer na nossa vida hoje? O que somos é o reflexo de tudo que vivemos, das escolhas que fizemos, das oportunidades que tivemos. Tudo poderia ter sido diferente, mais não foi, e aqui estamos nós. Vivendo a vida que nos cabe e buscando fazer o melhor.
Desses primos, um deles me chamou mais a atenção. Talvez, pela semelhança com um irmão mais velho e voltei no tempo, fazendo contas e lembrando de quando íamos visitar minha tia, que já estava doente.
Sempre rezávamos em um altar, antes de subirmos para o quarto. Este altar ficava em baixo da escada, lá havia uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, se não me engano, onde em sua coroa cravejada de pedras preciosas, se encontrava no centro, um brilhante, lapidado a mão, que era dos brincos de minha avó. Mamãe contava que os brilhantes maiores eram das irmãs mais velhas, os médios das irmãs do meio e os menores ficaram com a irmã caçula. Os brincos foram presente de meu avô,que era apaixonado por vovó. Tiveram 16 filhos.
Lembro-me do meu tio que com muito zelo, não saia de perto de minha tia, até o dia que ela faleceu deixando três filhos moços, algum tempo depois soube que o mais velho falecera por problemas cardíacos e não tive mais notícias de ninguém. Sabia que o mais novo, naquela época que ia lá com minha mãe, era fã e colecionava tudo sobre Marilyn Monroe, lembro dos posters em seu quarto, dos livros e fotos. Era um jovem muito atencioso comigo que era uma garotinha. Só não lembro deste primo que encontrei na rede, acho que ele estudava quando íamos lá, não sei. Sei que foi bom encontrá-lo, quem sabe perguntar mais sobre minha tia, meu tio e primos. Saber se conheceu nosso avô. Perguntar sobre as histórias da família.
Talvez seja isso que todos nós buscamos. Saber quem somos, de onde nossos antepassados vieram, como viviam e se relacionavam. Mas que diferença isso pode fazer na nossa vida hoje? O que somos é o reflexo de tudo que vivemos, das escolhas que fizemos, das oportunidades que tivemos. Tudo poderia ter sido diferente, mais não foi, e aqui estamos nós. Vivendo a vida que nos cabe e buscando fazer o melhor.
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