terça-feira, 3 de abril de 2012

     Depois de assistir a um programa na TV, vinha me questionando sobre a necessidade das pessoas saberem suas origens e o quão importante é o reconhecimento dessas relações e então navegando em sites de relacionamentos, através de amigos, encontrei alguns primos que a tempos não tinha contato.
     Desses primos, um deles me chamou mais a atenção. Talvez, pela semelhança com um irmão mais velho e voltei no tempo, fazendo contas e lembrando de quando íamos visitar minha tia, que já estava doente.
     Sempre rezávamos em um altar, antes de subirmos para o quarto. Este altar ficava em baixo da escada, lá havia uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, se não me engano, onde em sua coroa cravejada de pedras preciosas, se encontrava no centro, um brilhante, lapidado a mão, que era dos brincos de minha avó. Mamãe contava que os brilhantes maiores eram das irmãs mais velhas, os médios das irmãs do meio e os menores ficaram com a irmã caçula. Os brincos foram presente de meu avô,que era apaixonado por vovó. Tiveram 16 filhos.
     Lembro-me do meu tio que com muito zelo, não saia de perto de minha tia, até o dia que ela faleceu deixando três filhos moços, algum tempo depois soube que o mais velho falecera por problemas cardíacos e não tive mais notícias de ninguém. Sabia que o mais novo, naquela época que ia lá com minha mãe, era fã e  colecionava tudo sobre Marilyn Monroe, lembro dos posters em seu quarto, dos livros e fotos. Era um jovem muito atencioso comigo que era uma garotinha. Só não lembro deste primo que encontrei na rede, acho que ele estudava quando íamos lá, não sei. Sei que foi bom encontrá-lo, quem sabe perguntar mais sobre minha tia, meu tio e primos. Saber se conheceu nosso avô. Perguntar sobre as histórias da família.
     Talvez seja isso que todos nós buscamos. Saber quem somos, de onde nossos antepassados vieram, como viviam e se relacionavam. Mas que diferença isso pode fazer na nossa vida hoje? O que somos é o reflexo de tudo que vivemos, das escolhas que fizemos, das oportunidades que tivemos. Tudo  poderia ter sido diferente, mais não foi, e aqui estamos nós. Vivendo a vida que nos cabe e buscando fazer o melhor.
   

Um comentário:

  1. Mãe, adorei essa postagem :) é tudo que eu gosto né: história hehe te amo

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